Um milhão de novos casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis surgem por dia no mundo
Um
milhão de novos casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)
são contabilizados no mundo, todos os dias. A informação é do último
Boletim da Organização Mundial da Saúde, a OMS, e diz respeito às
enfermidades curáveis em epidemia mundial – gonorréia, sífilis, clamídia
e tricomoníase.
Dados do Ministério da Saúde indicam que a tendência de elevação no
número de casos de ISTs também é notada no Brasil. Sífilis é doença que
mais se destaca, com 158 mil notificações no país, em 2018, que é o ano
mais recente que o Ministério da Saúde disponibilizou dados completos. A
situação é pior entre os jovens com idade entre 15 e 29 anos,
responsáveis pela maior parte dos registros de contágio.
A coordenadora-geral de vigilância das ISTs do Ministério da Saúde,
Angélica Espinosa Miranda, explica que, com os avanços dos tratamentos,
os jovens perderam o medo de se contaminar, abandonando, assim, o
principal meio de prevenção das infecções, a camisinha.
“As ISTs são doenças antigas e começaram a ter alguma repercussão
maior no início da epidemia da Aids, que também é uma IST. Os números da
epidemia da Aids, com a gravidade dos sintomas, fizeram com que as
pessoas tivessem mais medo de pegar a doença ou de pegar qualquer outra
IST. Só que essa geração mais jovem não teve contato com aqueles casos
tão pesados da Aids do início da epidemia. Assim, você acaba sendo
displicente no uso da prevenção. As pesquisas mostram que os jovens
perderam o medo da contaminação por uma IST e acabam não usando tanto o
preservativo.”
As ISTs são causadas por mais de 30 vírus e bactérias e, se não forem
tratadas, podem acarretar graves e crônicos problemas à saúde, como
câncer, aborto, infertilidade, problemas neurológicos e
cardiovasculares, levando, inclusive à morte. Além disso, uma pessoa
portadora de alguma Infecção Sexualmente Transmissível tem 18% de chance
a mais de contrair HIV, já que a imunidade dela é reduzida.
Angélica Espinosa chama a atenção, ainda, para as facilidades que,
atualmente, a população encontra para adquirir métodos preventivos, já
que as camisinhas e vacinas são distribuídas gratuitamente nas Unidades
de Saúde de todo o país.
“Para evitar uma IST, é muito importante que você use o preservativo
em toda relação sexual. A gente tem o preservativo masculino e tem o
preservativo feminino, os dois são distribuídos, sem custos, pelo
Ministério da Saúde e pelos estados e municípios.”
Algumas ISTs podem ser transmitidas durante a gravidez e parto, pelo
contato com sangue infectado ou compartilhamento de agulhas para uso de
drogas injetáveis. No entanto, o contágio é mais comum pelas vias
sexuais sem uso do preservativo, como sexo vaginal, anal ou oral.
Sem camisinha, você assume o risco. Use camisinha e proteja-se de todas as ISTs, como sífilis, HIV e Hepatites. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/ist.
Sem camisinha, você assume o risco. Use camisinha e proteja-se de todas as ISTs, como sífilis, HIV e Hepatites. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/ist.
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