Maior parte das 10 mil unidades de tilápia foram distribuídas nos bairros Coqueiro e São Sebastião, onde há maior infestação do Aedes
Para ajudar no combate aos criadouros do Aedes aegypti,
a Secretaria de Saúde de Surubim tem distribuído filhotes de tilápia e
orientado os moradores para utilização correta dos animais em cisternas e
caixas d’água. Os peixes são colocados, pelos agentes de endemias,
dentro desses depósitos, onde se procriam e se alimentam das larvas do
mosquito.
Segundo a enfermeira sanitarista da Vigilância Epidemiológica da
cidade, Marília Gino, a maior parte das 10 mil unidades de tilápia foram
distribuídas nos bairros Coqueiro e São Sebastião, onde há maior
infestação do Aedes. Desde que o método passou a ser adotado em
setembro de 2019, Marília garante que os resultados têm sido positivos.
“Não existem nenhum perigo em relação à utilização do peixe, até porque
tem a experiência positiva que a gente viu no Sertão. Tem diminuído os
casos de dengue de novembro, dezembro e janeiro para cá. 80% dos bairros
reduziram o Índice de Infestação Predial das residências”, afirma.
No município, 23 agentes de endemias realizam em 2020 mutirões de
limpeza nos bairros, distribuem material informativo à população e falam
sobre o combate ao mosquito da dengue em escolas e no Programa Saúde da
Família (PSF). Uma das dificuldades na luta contra o Aedes,
segundo Marília Gino, é que Surubim sofre com o abastecimento irregular
de água, o que faz com que os moradores a armazenem dentro de casa sem o
devido cuidado.
Isso é um fator a mais que contribui para o risco de surto de dengue
que Pernambuco pode enfrentar este ano. O Diretor do Departamento de
Imunizações da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde,
Júlio Croda, avalia que a possibilidade de epidemia está relacionada,
principalmente, ao fato de a população estar mais vulnerável a um tipo
de vírus que não circulava no país desde 2008.“Esse sorotipo 2 já
circulou no Brasil. Pessoas com idade mais avançada já possuem imunidade
contra esse sorotipo que está circulando. As pessoas que não eram
nascidas ou que não circulam em regiões especificas não têm imunidade”,
diz.
Em janeiro, foi registrado um caso suspeito de dengue e não houve
notificações de chikungunya e zika, segundo informações das autoridades
locais de saúde. O estado já soma 513 casos prováveis de dengue no
primeiro mês do ano, além de 73 de chikungunya e quatro de zika.
Por isso, a luta contra o Aedes não pode parar. E você? Já
combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua
família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.
Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.
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