É sobre isso que trata o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 101/20, que foi sancionado há poucos dias pelo presidente da República
Uma
nova lei pretende dar apoio a estados e municípios endividados, além de
facilitar a contratação de crédito com colaboração do governo federal. É
sobre isso que trata o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 101/20, que foi sancionado há poucos dias pelo presidente da República, Jair Bolsonaro e passou a ser uma norma jurídica.
Segundo o texto aprovado, será instituído o Programa de Acompanhamento e
Transparência Fiscal (PAT), com objetivo de equacionar as dívidas dos
entes federados com a União e aprimorar o Regime de Recuperação Fiscal
(RRF), permitindo que estados e municípios com baixa capacidade de
pagamento possam contratar operações de crédito com garantia da União,
desde que se comprometam a adotar medidas de ajuste fiscal.

Na prática, as unidades da federação que aderirem ao programa, terão a
suspensão de dívidas para com a União, por um período determinado, para
que os gestores públicos possam realizar uma readequação da estrutura de
governo, reduzindo gastos com a finalidade única de chegar a um
equilíbrio fiscal, ou seja, organizar as contas e continuar pagando as
dívidas. O advogado especialista em direito público, Eliseu Silveira,
argumenta sobre o programa.
“Os estados e os municípios que aderirem à lei, em contrapartida a esse
benefício que a União está dando, terão que reequilibrar suas contas e
melhorar a gestão. Isso terá um equacionamento no período de dez anos
porque terá de se fazer um desconto e uma redução nos gastos que estão
em desequilíbrio, em cerca de 10%. No primeiro ano 10%, no segundo
aumentamos para 20%, 30% e assim sucessivamente até termos um valor
mínimo de desequilíbrio fiscal”, detalhou Silveira.
Famílias pobres foram as mais atingidas pela inflação em 2020
Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios é adiada para outubro
De acordo com o economista William Baghdassarian, que é professor de
finanças do IBMEC Brasília, no final da década de 1980 o governo federal
assumiu as dívidas que estados e municípios possuíam no mercado
financeiro e se tornou credor das unidades federativas. Por isso, o
economista acredita ser importante fortalecer a gestão financeira dessas
entidades, a fim de que as contas públicas fiquem equilibradas para
todas as três esferas de governo.
“É muito importante que a gente instrumentalize os municípios e os
estados para que eles possam cortar gastos. Essa dívida dos estados com a
União não é de graça, é porque eles tinham dívida com o mercado. O
equacionamento das dívidas vai ser como um refinanciamento, mas em
condições mais favoráveis para que estados e municípios possam voltar a
pagar”, esclareceu o economista.
Fonte: https://brasil61.com/noticias/estados-e-municipios-tem-um-novo-programa-para-equilibrar-as-contas-e-dividas-com-a-uniao-bras213490
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