quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Alta incidência de dengue coloca microrregião de Três Lagoas em alerta

Até 12 de fevereiro, foram notificados mais de mil casos da doença nos cinco municípios da região

Ministério da Saúde

Os municípios da microrregião de Três Lagoas estão com alta incidência de dengue. Até 12 de fevereiro, foram notificados mais de mil casos da doença nos cinco municípios da região. Os dados são do Boletim Epidemiológico da Dengue, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde.
Brasilândia é a cidade da microrregião que tem a maior taxa de incidência de dengue, com 223 casos notificados. A taxa de incidência é de 1,8 mil casos por 100 mil habitantes. Em seguida, Santa Rita do Pardo aparece com a segunda maior taxa de incidência de dengue da região, com 64 casos suspeitos e incidência de quase 850 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Três Lagoas é outra cidade da microrregião com alta incidência de dengue, com 640 casos notificados, uma morte confirmada e taxa superior a 583 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.
Campanhas informativas realizadas pelos governos do Estado e dos municípios estão alertando e orientando a população para o risco das doenças transmitidas e para forma correta de combater o mosquito, como explica o Secretário Estadual de Saúde, Geraldo Resende. 
“Distribuímos vários informativos, ou seja, tudo que é de impresso, necessário para orientar a população, nós fizemos. Ao lado de colocar e de convocar prefeitos e secretários municipais, a fazer os chamados mutirões de limpeza, verificando, em cada logradouro, de cada cidade do estado, onde há proliferação do mosquito.”

Ítalo Novais e Sabrine Cruz

O governo estadual decretou estado de alerta para a dengue em todos os municípios depois que 11 pessoas morreram e outras 12 mil contraíram a doença no início deste ano, quando, ao todo, mais de 2,8 mil casos foram confirmados. 
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou apoio do governo federal ao enfrentamento da dengue no estado, com a entrega de 80 equipamentos, como desfibriladores e monitores de sinais vitais, para compor a Rede de Atenção Especializada, em 42 municípios sul-mato-grossenses.
Além disso, Mandetta anunciou que Campo Grande passa a ser participante da estratégia conhecida como método Wolbachia. A técnica, que consiste em contaminar o Aedes com a bactéria que inibe a reprodução do vírus, já está em prática nas cidades de Belo Horizonte e Petrolina. 
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lembra que a dengue está ainda mais perigosa porque circula no país o sorotipo 2 da doença, que ameaça até quem já contraiu outros tipos de dengue.
“Estamos com o sorotipo 2, que tem 18 anos que não circula no estado e muita gente não tem resistência. O clima do nosso estado é muito favorável ao Aedes aegypti. Então, a recomendação é fazer todas as ações de prevenção – mutirão e envolver a população”. 
Em janeiro, o Ministério da Saúde indicou que outros 12 estados brasileiros correm o risco de enfrentar surto de dengue. Além da região Nordeste, a população do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de São Paulo deve redobrar os cuidados.
Apenas em 2019, a dengue foi responsável pela morte de 782 pessoas no Brasil.
Por isso, a luta contra o Aedes não pode parar. E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.

Sabrine Cruz 

Cristiano Carlos

Cristiano é jornalista formado pela Universidade Católica de Brasília, com larga experiência em emissoras de rádio, desde 2002. Como repórter trabalha na cobertura do Congresso Nacional, em Brasília, na produção de conteúdos sobre o dia a dia dos bastidores, da atuação dos parlamentares, nas comissões e nos plenários do Senado e Câmara dos Deputados. Acompanhou as campanhas eleitorais nacionais em 2014 e 2018. Também atua nas editorias de educação, saúde e esportes.

 

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