Até 12 de fevereiro, foram notificados mais de mil casos da doença nos cinco municípios da região
Os
municípios da microrregião de Três Lagoas estão com alta incidência de
dengue. Até 12 de fevereiro, foram notificados mais de mil casos da
doença nos cinco municípios da região. Os dados são do Boletim
Epidemiológico da Dengue, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde.
Brasilândia é a cidade da microrregião
que tem a maior taxa de incidência de dengue, com 223 casos notificados.
A taxa de incidência é de 1,8 mil casos por 100 mil habitantes. Em
seguida, Santa Rita do Pardo aparece com a segunda maior taxa de
incidência de dengue da região, com 64 casos suspeitos e incidência de
quase 850 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Três Lagoas é
outra cidade da microrregião com alta incidência de dengue, com 640
casos notificados, uma morte confirmada e taxa superior a 583 casos para
cada grupo de 100 mil habitantes.
Campanhas informativas realizadas pelos
governos do Estado e dos municípios estão alertando e orientando a
população para o risco das doenças transmitidas e para forma correta de
combater o mosquito, como explica o Secretário Estadual de Saúde,
Geraldo Resende.
“Distribuímos vários informativos, ou
seja, tudo que é de impresso, necessário para orientar a população, nós
fizemos. Ao lado de colocar e de convocar prefeitos e secretários
municipais, a fazer os chamados mutirões de limpeza, verificando, em
cada logradouro, de cada cidade do estado, onde há proliferação do
mosquito.”
O governo estadual decretou estado de
alerta para a dengue em todos os municípios depois que 11 pessoas
morreram e outras 12 mil contraíram a doença no início deste ano,
quando, ao todo, mais de 2,8 mil casos foram confirmados.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique
Mandetta, anunciou apoio do governo federal ao enfrentamento da dengue
no estado, com a entrega de 80 equipamentos, como desfibriladores e
monitores de sinais vitais, para compor a Rede de Atenção Especializada,
em 42 municípios sul-mato-grossenses.
Além disso, Mandetta anunciou que Campo
Grande passa a ser participante da estratégia conhecida como método
Wolbachia. A técnica, que consiste em contaminar o Aedes com a bactéria que inibe a reprodução do vírus, já está em prática nas cidades de Belo Horizonte e Petrolina.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique
Mandetta, lembra que a dengue está ainda mais perigosa porque circula no
país o sorotipo 2 da doença, que ameaça até quem já contraiu outros
tipos de dengue.
“Estamos com o sorotipo 2, que tem 18
anos que não circula no estado e muita gente não tem resistência. O
clima do nosso estado é muito favorável ao Aedes aegypti. Então, a recomendação é fazer todas as ações de prevenção – mutirão e envolver a população”.
Em janeiro, o Ministério da Saúde
indicou que outros 12 estados brasileiros correm o risco de enfrentar
surto de dengue. Além da região Nordeste, a população do Rio de Janeiro,
do Espírito Santo e de São Paulo deve redobrar os cuidados.
Apenas em 2019, a dengue foi responsável pela morte de 782 pessoas no Brasil.
Por isso, a luta contra o Aedes não pode parar. E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.
Por isso, a luta contra o Aedes não pode parar. E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.
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