Já são quase 2,2 mil casos da doença nos oito municípios da região
Os
municípios da microrregião de Campo Grande estão com média incidência
de dengue. Até 19 de fevereiro, foram notificados quase 2200 casos da
doença nos oito municípios da região. Os dados são do Boletim
Epidemiológico da Dengue, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde.
Rio Negro é a cidade da microrregião que
tem a maior taxa de incidência de dengue, com 74 casos notificados. A
taxa de incidência é de 1.483 casos por 100 mil habitantes. Corguinho
tem a segunda maior taxa de incidência de dengue na microrregião, com 16
casos suspeitos e incidência de 302 casos para cada 100 mil habitantes.
A capital Campo Grande é outra cidade da microrregião com média
incidência de dengue, com quase dois mil casos, três mortes confirmadas e
taxa de 234 casos por 100 mil habitantes.
Campanhas informativas realizadas pelos
governos do Estado e dos municípios estão alertando e orientando a
população para o risco das doenças transmitidas e para forma correta de
combater o mosquito, como explica o Secretário Estadual de Saúde,
Geraldo Resende.
“Distribuímos vários informativos, ou
seja, tudo que é de impresso, necessário para orientar a população, nós
fizemos. Ao lado de colocar e de convocar prefeitos e secretários
municipais, a fazer os chamados mutirões de limpeza, verificando, em
cada logradouro, de cada cidade do estado, onde há proliferação do
mosquito.”
O governo local decretou estado de
alerta em todos os municípios em decorrência dos novos casos de dengue.
Até o momento, 12 pessoas morreram em decorrência da doença. Cerca de
16 mil casos foram notificados desde o início do ano, dos quais mais de
4,3 mil foram confirmados.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique
Mandetta, anunciou apoio do governo federal ao enfrentamento da dengue
no estado, com a entrega de 80 equipamentos, como desfibriladores e
monitores de sinais vitais, para compor a Rede de Atenção Especializada,
em 42 municípios sul-mato-grossenses.
Além disso, Mandetta anunciou que Campo
Grande passa a ser participante da estratégia conhecida como método
Wolbachia. A técnica, que consiste em contaminar o Aedes com a bactéria
que inibe a reprodução do vírus, já está em prática nas cidades de Belo
Horizonte, Minas Gerais, e Petrolina, Pernambuco.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique
Mandetta, lembra que a dengue está ainda mais perigosa porque circula no
país o sorotipo 2 da doença, que ameaça até quem já contraiu outros
tipos de dengue.
“Estamos com o sorotipo 2, que tem 18
anos que não circula no estado e muita gente não tem resistência. O
clima do nosso estado é muito favorável ao Aedes aegypti. Então, a recomendação é fazer todas as ações de prevenção – mutirão e envolver a população”.
Em janeiro, o Ministério da Saúde
indicou que outros 12 estados brasileiros correm o risco de enfrentar
surto de dengue. Além da região Nordeste, a população do Rio de Janeiro,
do Espírito Santo e de São Paulo deve redobrar os cuidados. Apenas em
2019, a dengue foi responsável pela morte de 782 pessoas no Brasil.
Por isso, a luta contra o Aedes
não pode parar. E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa
dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse
saude.gov.br/combateaedes. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria
Amada Brasil.
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