quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Com três mortes na capital, microrregião de Campo Grande está em alerta para surto de dengue

Já são quase 2,2 mil casos da doença nos oito municípios da região

Ministério da Saúde

Os municípios da microrregião de Campo Grande estão com média incidência de dengue. Até 19 de fevereiro, foram notificados quase 2200 casos da doença nos oito municípios da região. Os dados são do Boletim Epidemiológico da Dengue, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde.
Rio Negro é a cidade da microrregião que tem a maior taxa de incidência de dengue, com 74 casos notificados. A taxa de incidência é de 1.483 casos por 100 mil habitantes. Corguinho tem a segunda maior taxa de incidência de dengue na microrregião, com 16 casos suspeitos e incidência de 302 casos para cada 100 mil habitantes. A capital Campo Grande é outra cidade da microrregião com média incidência de dengue, com quase dois mil casos, três mortes confirmadas e taxa de 234 casos por 100 mil habitantes.
Campanhas informativas realizadas pelos governos do Estado e dos municípios estão alertando e orientando a população para o risco das doenças transmitidas e para forma correta de combater o mosquito, como explica o Secretário Estadual de Saúde, Geraldo Resende. 
“Distribuímos vários informativos, ou seja, tudo que é de impresso, necessário para orientar a população, nós fizemos. Ao lado de colocar e de convocar prefeitos e secretários municipais, a fazer os chamados mutirões de limpeza, verificando, em cada logradouro, de cada cidade do estado, onde há proliferação do mosquito.”
Arte: Ítalo Novais/Sabrine Cruz
O governo local decretou estado de alerta em todos os municípios em decorrência dos novos casos de dengue. Até o momento, 12 pessoas morreram  em decorrência da doença. Cerca de 16 mil casos foram notificados desde o início do ano, dos quais mais de 4,3 mil foram confirmados.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou apoio do governo federal ao enfrentamento da dengue no estado, com a entrega de 80 equipamentos, como desfibriladores e monitores de sinais vitais, para compor a Rede de Atenção Especializada, em 42 municípios sul-mato-grossenses.
Além disso, Mandetta anunciou que Campo Grande passa a ser participante da estratégia conhecida como método Wolbachia. A técnica, que consiste em contaminar o Aedes com a bactéria que inibe a reprodução do vírus, já está em prática nas cidades de Belo Horizonte, Minas Gerais, e Petrolina, Pernambuco.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lembra que a dengue está ainda mais perigosa porque circula no país o sorotipo 2 da doença, que ameaça até quem já contraiu outros tipos de dengue.
“Estamos com o sorotipo 2, que tem 18 anos que não circula no estado e muita gente não tem resistência. O clima do nosso estado é muito favorável ao Aedes aegypti. Então, a recomendação é fazer todas as ações de prevenção – mutirão e envolver a população”. 
Em janeiro, o Ministério da Saúde indicou que outros 12 estados brasileiros correm o risco de enfrentar surto de dengue. Além da região Nordeste, a população do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de São Paulo deve redobrar os cuidados. Apenas em 2019, a dengue foi responsável pela morte de 782 pessoas no Brasil.
Por isso, a luta contra o Aedes não pode parar. E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.

Arte: Ítalo Novais/Sabrine Cruz

Agência do Rádio

 

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