sábado, 1 de fevereiro de 2020

Diminuem os casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis em Mato Grosso do Sul

Apesar da queda de notificações, a implementação de campanhas em todos os municípios do estado deve ocorrer intensamente

Divulgação

O comparativo realizado pela Secretária de Saúde do Mato Grosso do Sul revela uma leve queda nos números de casos das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), no ano passado. A sífilis congênita, caiu de 349 casos em 2018 para 267 em 2019; e o número de casos de sífilis em gestantes passou de 1.693 para 1.193 casos. A sífilis adquirida foi de 4.539 para 2.714 notificações. O número de óbitos também diminuiu: 136 pessoas morreram da doença em 2018; em 2019 foram 106. Os dados mais atuais mostram que 1.082 moradores do Mato Grosso do Sul vivem em luta com o HIV.
No Mato Grosso do Sul, 75 mil testes de HIV são distribuídos para todos os municípios do estado por mês, chegando a quase um milhão de testes rápidos por ano. A Secretaria distribui, por ano, 12 milhões de camisinhas a todas as unidades de saúde dos 79 municípios do estado. 
Os preservativos podem ser retirados em qualquer unidade de saúde, sem restrição de quantidade e sem a necessidade de identificação. A gerente técnica de STA/Aids e Hepatites Virais do Estado de Mato Grosso do Sul, Alessandra Salvatori, lembra que apesar da queda de notificações é importante continuar o trabalho e que a implementação de campanhas em todos os municípios do estado deve ocorrer intensamente.

“A gente precisa reforçar a procura das testagens principalmente nas nossas faixas de interesse, que hoje é o jovem de 16 a 29 anos. Eu acho que a gente precisa comemorar, mas também colocar o foco na população que realmente precisa ser testada.”
Salvatori diz que o trabalho deve ser reforçado constantemente e que teoria e prática devem andar de mãos dadas para que gere mais conhecimento sobre o tema. Isso é importante para a população, não só do Mato Grosso do Sul, mas para todo o Brasil.

“Eu acho que alinhado com o que a gente vem fazendo é isso, é falarmos, é fortalecer sobre a prevenção combinada e expandir esse conceito pra todo mundo, que eu acho que apropriando do conhecimento que a gente consegue avançar as estratégias de convenção, seja ela de qualquer agravo, DSTs, HIVs, hepatites e se apropriando, sabendo do assunto, sabendo qual nosso arsenal, a prevenção, a gente tem ferramentas para conseguir isolar, colocar nos trilhos todas essas infecções”
O tratamento, que permite uma melhora na qualidade de vida e interrompe a transmissão dessas infecções, é oferecido de forma gratuita por todas as unidades do Sistema Único de Saúde, o SUS. Além disso, todas as Unidades de Saúde têm testes para a detecção das infecções. O tratamento é gratuito. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/ist. 

Agência do Rádio

 

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