O Centro de Testagem e Aconselhamento da Policlínica Gilberto Mestrinho realizou mais de 4,6 mil testes de HIV, no ano passado
Dados
da secretaria de saúde de Manaus mostram que foram registrados 846
casos de sífilis, entre janeiro e setembro do ano passado na capital. No
mesmo período sugiram 846 novos casos de HIV. Só nos primeiros nove
meses de 2019, mais de 7 mil testes para Infecções Sexualmente
Transmissíveis (ISTs) foram realizados na capital.
Apenas no Centro de Testagem e Aconselhamento da Policlínica Gilberto
Mestrinho, inaugurado em abril no Centro da cidade, foram feitos 4,6
mil testes. Evelyn Campelo, enfermeira da coordenação estadual do
Amazonas de IST/Aids e hepatites virais, alerta para a importância da
prevenção.
“No Amazonas, temos um número superior de casos sífilis notificados
do que de HIV. A gente sabe que a sífilis tem um tratamento curto,
eficaz, que cura a doença. Então, a gente precisa conscientizar mais a
população. Os homens tradicionalmente buscam menos serviços de saúde.
Principalmente a testagem para sífilis para que a gente possa fazer o
diagnóstico em tempo oportuno e evitar os casos mais graves da doença. A
prevenção, hoje, não precisa ser só o preservativo, então a gente tem
sim tecnologias novas para serem ofertadas e a prevenção tem que ser
aquilo que se encaixa melhor no perfil da vida da pessoa.”
A dona de casa Juliana Correia, de 39 anos, tem HIV. Ela contraiu o vírus há 15 anos e conta como descobriu a infecção.
“O HIV veio para a minha vida quando eu engravidei da minha filha.
Com dois meses, comecei a fazer o pré-natal. Fui fazer os exames e entre
os exames tinha o teste de HIV e eu autorizei a fazer. Com 15 dias, fui
chamada no laboratório para repetir o exame e eu repeti. Na terceira
vez que me ligaram, já era o serviço social e psicologia da Fundação de
Medicina Tropical. É muito importante a gente fazer o teste. Porque só
através do teste de HIV a gente vai poder, sendo positivo, começar o
tratamento. Para as pessoas que sejam positivo, o importante é ter uma
vida saudável.”
Os preservativos, sempre gratuitos, estão disponíveis em todas as
Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Centros de Testagem Rápida e
Aconselhamento (CTAs) e Serviços de Atenção Especializada (SAE) do
estado.
Atualmente, além do uso de camisinha, é possível se prevenir contra o
HIV através da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). O método consiste em
tomar diariamente um comprimido que impede o vírus causador da Aids de
infectar o organismo. É indicado para pessoas que tenham mais chance de
ter contato com o HIV, as chamadas populações-chave. No entanto, a PrEP
não previne contra outras Infecções Sexualmente Transmissíveis, como a
sífilis, então o uso sempre deve ser combinado ao preservativo.
O tratamento, que permite uma melhora na qualidade de vida e
interrompe a transmissão dessas infecções, é oferecido de forma gratuita
por todas as unidades do Sistema Único de Saúde, o SUS. Além disso,
todas as Unidades de Saúde têm testes para a detecção das infecções. O
tratamento é gratuito. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/ist.
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