Após produção em 42 dias, próximo passo é o teste em humanos; vacina só deve estar à disposição da população em, no mínimo, 12 meses
A
farmacêutica norte-americana Moderna anunciou nesta semana a primeira
vacina contra o novo coronavírus. O primeiro lote da vacina foi enviado a
pesquisadores do governo dos Estados Unidos, que deve começar a fazer
os primeiros testes experimentais em humanos a partir de abril.
O desenvolvimento da vacina foi em tempo
recorde: 42 dias, segundo a empresa. Duas doses da vacina serão
testadas em um grupo de 20 a 25 voluntários saudáveis. O objetivo é
observar se a quantidade de dose aplicada será suficiente para combater o
vírus.
Apesar da velocidade com que foi
produzida, a vacina não deve chegar tão rápido ao mercado. Isso porque
são necessários vários testes até a aprovação e disponibilização, o que
pode levar de 12 a 18 meses, segundo o Instituto Nacional de Alergia e
Doenças Infecciosas (Niaid) dos Estados Unidos.
A China é outro país que divulgou uma
possível vacina contra o coronavírus, que surgiu no país asiático e já
infectou quase 80 mil chineses. Ao todo, mais de 2,5 mil pessoas
morreram no país.
No Brasil, o Ministério da Saúde
confirmou nesta quarta-feira (26) o primeiro caso de coronavírus. O
infectado é um homem de 61 anos, que veio da Itália, país que mais
registrou casos e mortes pela doença na Europa.
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