Projeto de estudantes do SESI local pode reduzir velocidade da água com a utilização de concreto endurecido e material reciclável em bocas de lobo
Para
melhorar o sistema de escoamento em Aparecida do Taboado (MS), sete
alunos do SESI, com idades entre 12 e 17 anos, desenvolvem um sistema de
drenagem que controla a velocidade da água em períodos de chuva. O
projeto é uma das 100 soluções tecnológicas selecionadas para participar
do Torneio de Robótica FIRST LEGO League 2020 (FLL), que ocorrerá em
São Paulo, no início de março.
“O Verão na cidade tem períodos de chuva muito intensos e o sistema
de escoamento de água da cidade não funciona muito bem”, aponta o
professor e técnico da equipe de robótica “Alphadroid’s”, Washington
Carvalho.
Com o projeto, ainda em fase de desenvolvimento, o aluno mentor da
equipe, Diego Soares, de 17 anos, acredita que é possível diminuir as
chances de enchentes ou alagamentos na cidade. “Utilizaremos corpos de
provas, que serão acoplados dentro das bocas de lobo, no chão. Eles
terão sistema de elevação e, quando começar a chover e cair um grande
volume de água, eles serão acionados e levantados. Isso ajudará a
diminuir a velocidade da água”, detalha o aluno mentor da equipe, Diego
Soares, de 17 anos.
Os corpos de prova, utilizados na construção civil, são amostras de
concreto endurecido, usados para testar propriedades em relação à
resistência à compressão e elasticidade, por exemplo, por meio de uma
prensa hidráulica. Esse equipamento serve para cortar, dobrar e modelar
materiais, como metal, e comprimir itens grandes em blocos reduzidos.
“Nossa ideia é ter também um sistema de rede para recolher o lixo, para
não entupir e não causar outros problemas nas bocas de lobo”, completa
Diego. Segundo o jovem, a grade para as bocas de lobo será feita com
fios feitos a partir de garrafas pet.
A iniciativa tem o apoio de especialistas e, também, da prefeitura da
cidade, que deu suporte aos alunos. Além de Diego, fazem parte da
equipe os alunos Murilo Vieira, Gabriel Carvalho, Caio Henrique Pizzi,
Victória dos Santos, Pedro Henrique Barboni, Anna Julia Azambuja e
Isadora Martins.

A competição
O Torneio de Robótica FIRST LEGO League reúne 100 equipes formadas por estudantes de 9 a 16 anos e promove disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, em sala de aula. De 31 de janeiro a 16 de fevereiro, haverá as disputas regionais. Os melhores times garantem vaga na etapa nacional, que ocorre em março, em São Paulo.
O objetivo é contribuir, de forma lúdica, para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais exigidas dos jovens. Todo ano, a FLL traz uma temática diferente. Em 2020, os competidores terão que apresentar soluções inovadoras para melhorar, por exemplo, o aproveitamento energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios.
O diretor de Operações do Departamento Nacional do SESI, Paulo Mol, ressalta que a elaboração dos projetos estimula a autonomia e o trabalho em equipe e contribui para a formação profissional dos alunos. “A questão do empreendedorismo é a base de todo o processo. Nesse torneio, uma das avaliações que é extremamente importante é a capacidade de empreender, de buscar coisas novas, de fazer com que o produto seja desenvolvido”, garante.
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