Do início do ano até 12 de fevereiro, foram notificados mais de 1600 casos da doença e três mortes, em decorrência da dengue, nos três municípios.
Os
municípios Corumbá, Ladário e Porto Murtinho, que compõem a
microrregião do Baixo Pantanal, estão com alta incidência de dengue. Do
início do ano até 12 de fevereiro, foram notificados mais de 1600 casos
da doença e três mortes, em decorrência da dengue, nos três municípios.
Os dados são do Boletim Epidemiológico da Dengue, divulgado pela
Secretaria Estadual de Saúde.
Corumbá é a cidade que tem a maior taxa
de incidência para dengue, com 1.319 casos da doença registrados e duas
mortes. O município tem taxa de incidência de 1495 casos por 100 mil
habitantes, considerada alta. Ladário tem a segunda maior taxa de
incidência da dengue da microrregião, com 166 casos registrados e
incidência de 786 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. A
terceira cidade da do Baixo Pantanal, Porto Murtinho apresenta 55 casos
da doença, com incidência de 786 casos para cada grupo de 100 mil
habitantes.
Autoridades em Saúde e Vigilância Sanitária reforçam que a dengue é uma das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e
que os maiores focos do inseto estão dentro das residências. O
mosquito, que também transmite a zika e a chikungunya, usa água parada
para procriar em recipientes, como vasos de planta, pneus, ralos, calhas
do telhado e, até mesmo, em tampas de garrafas esquecidas no quintal.
Campanhas informativas realizadas pelos
governos do Estado e dos municípios estão alertando e orientando a
população para o risco das doenças transmitidas e para forma correta de
combater o mosquito, como explica o Secretário Estadual de Saúde,
Geraldo Resende.
“Distribuímos vários informativos, ou
seja, tudo que é de impresso, necessário para orientar a população, nós
fizemos. Ao lado de colocar e de convocar prefeitos e secretários
municipais, a fazer os chamados mutirões de limpeza, verificando, em
cada logradouro, de cada cidade do estado, onde há proliferação do
mosquito Aedes Aegypti, ou onde haja condições para ele poder transformar pequenos recipientes em criadouros desse mosquito.”
O governo estadual decretou estado de
alerta para a dengue em todos os municípios depois que 11 pessoas
morreram e outras 12 mil contraíram a doença no início deste ano,
quando, ao todo, mais de 2,8 mil casos foram confirmados.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique
Mandetta, anunciou apoio do governo federal ao enfrentamento da dengue
no estado, com a entrega de 80 equipamentos, como desfibriladores e
monitores de sinais vitais para compor a Rede de Atenção Especializada
do estado, em 42 municípios sul-mato-grossenses.
Além disso, Mandetta anunciou que Campo
Grande passa a ser participante da estratégia conhecida como método
Wolbachia. A técnica, que consiste em contaminar o Aedes com a
bactéria que inibe a reprodução do vírus, já está em prática nas cidades
de Belo Horizonte, Minas Gerais, e Petrolina, Pernambuco.
O ministro lembra que a dengue está
ainda mais perigosa porque circula no país o sorotipo 2 da doença,
ameaçando até quem já contraiu outros tipos de dengue.
“Eu sei a preocupação de todos os
prefeitos aqui, com a epidemia de dengue. Vocês estão com o sorotipo 2,
que tem 18 anos que não circula no estado e muita gente não tem a
resistência. Nosso estado é muito favorável ao Aedes aegypti,
nós somos um estado cujo clima é favorável. Então procurem fazer todas
as ações de prevenção que vocês puderem - mutirão, envolver a
população”.
Em janeiro, o Ministério da Saúde
alertou que outros 11 estados brasileiros correm o risco de sofrer um
surto de dengue. Além de toda a região Nordeste, a população do Rio de
Janeiro, Espírito Santo e São Paulo deve ficar atenta a possível surto
do sorotipo 2 do vírus. Somente em 2019, a dengue foi responsável pela
morte de 782 pessoas no Brasil.
E você? Já combateu o mosquito hoje? A
mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais
informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

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