Taxas de incidência em Miranda e Anastácio superam os 500 por 100 mil habitantes
Os
municípios da microrregião de Aquidauana estão com alta incidência de
dengue. Até 19 de fevereiro, foram notificados 421 casos da doença nas
quatro cidades da região. Os dados são do Boletim Epidemiológico da
Dengue, divulgado pela Secretaria de Saúde do Mato Grosso do Sul.
Miranda é a cidade da microrregião que
tem a maior taxa de incidência de dengue, com 142 casos notificados da
doença. A taxa de incidência é de 532 casos por 100 mil habitantes.
Anastácio aparece em seguida, com 123 casos notificados e taxa de
incidência de 501 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.
Aquidauana é outra cidade da microrregião com média incidência de
dengue, com taxa de 288 casos para cada grupo de 100 mil habitantes e
135 casos suspeitos.
No Mato Grosso do Sul, campanhas
informativas estão alertando e orientando a população para o risco das
doenças transmitidas e para a forma correta de combater o mosquito, como
explica o Secretário Estadual de Saúde, Geraldo Resende.
“Distribuímos vários informativos, ou
seja, tudo que é de impresso, necessário para orientar a população, nós
fizemos. Ao lado de colocar e de convocar prefeitos e secretários
municipais, a fazer os chamados mutirões de limpeza, verificando, em
cada logradouro, de cada cidade do estado, onde há proliferação do
mosquito.”
O governo local decretou estado de
alerta em todos os municípios em decorrência dos novos casos de dengue.
Até o momento, 12 pessoas morreram em decorrência da doença. Cerca de
16 mil casos foram notificados desde o início do ano, dos quais mais de
4,3 mil foram confirmados.
O Ministro da Saúde, Luiz Henrique
Mandetta, anunciou apoio do governo federal ao enfrentamento da dengue
no estado, com a entrega de 80 equipamentos, como desfibriladores e
monitores de sinais vitais, para compor a Rede de Atenção Especializada,
em 42 municípios sul-mato-grossenses.
Além disso, Mandetta anunciou que Campo
Grande passa a ser participante da estratégia conhecida como método
Wolbachia. A técnica, que consiste em contaminar o Aedes com a
bactéria que inibe a reprodução do vírus, já está em prática nas cidades
de Belo Horizonte, Minas Gerais, e Petrolina, Pernambuco.
O Ministro da Saúde, Luiz Henrique
Mandetta, lembra que a dengue está ainda mais perigosa porque circula no
país o sorotipo 2 da doença, que ameaça até quem já contraiu outros
tipos de dengue.
“Estamos com o sorotipo 2, que tem 18
anos que não circula no estado e muita gente não tem resistência. O
clima do nosso estado é muito favorável ao Aedes aegypti. Então, a recomendação é fazer todas as ações de prevenção – mutirão e envolver a população”.
Em janeiro, o Ministério da Saúde
indicou que outros 12 estados brasileiros correm o risco de enfrentar
surto de dengue. Além da região Nordeste, a população do Rio de Janeiro,
do Espírito Santo e de São Paulo deve redobrar os cuidados. Apenas em
2019, a dengue foi responsável pela morte de 782 pessoas no Brasil.
Por isso, a luta contra o Aedes não pode
parar. E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de
casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse
saude.gov.br/combateaedes. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria
Amada Brasil.
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