Projeto de alunos do SESI utiliza sensores em galerias pluviais e disputa título nacional de robótica a partir de sexta-feira (6), em São Paulo
Como
alternativa às fortes chuvas que castigaram Minas Gerais em 2020,
alunos do SESI Alvimar Carneiro de Rezende, de Contagem, desenvolveram
um projeto que promete preservar vidas em novos casos de enchentes. O
sistema de alerta, batizado de Monitoramento de Zonas de Risco
Inteligente (Metron), funciona partir de sensores instalados nas
galerias de águas pluviais e é um dos 100 selecionados para a etapa
nacional do Torneio de Robótica FIRST LEGO League, que começa na
sexta-feira (6), em São Paulo.
O Metron tem dois sensores na mesma galeria, posicionados em alturas
diferentes. Quando a água atingir o primeiro nível, mais baixo, será
enviado um sinal para a Defesa Civil avisando que determinada área está
em alerta. Ao atingir o segundo nível, considerado mais perigoso, será
acionado um sinal sonoro e enviado um SMS para a população evacuar a
região.
Segundo o aluno Diogo Gabriel de Sousa Silva, de 16 anos, um dos
integrantes da equipe “Superação”, o primeiro lugar conquistado na
apresentação do Projeto Inovação e o terceiro no Desafio do Robô na
seletiva regional não devem ser levados em conta na disputa nacional.
“Sabendo de todo esforço, quando apareceu nosso nome, vibramos demais. A primeira coisa que a gente pensou no dia seguinte da premiação foi trabalhar mais duro porque a gente sabe que no [torneio} nacional as equipes têm um nível mais alto. Se a gente quiser um resultado bacana, temos que melhorar sempre”, afirma o jovem.
“Sabendo de todo esforço, quando apareceu nosso nome, vibramos demais. A primeira coisa que a gente pensou no dia seguinte da premiação foi trabalhar mais duro porque a gente sabe que no [torneio} nacional as equipes têm um nível mais alto. Se a gente quiser um resultado bacana, temos que melhorar sempre”, afirma o jovem.
Nos torneios de robótica FLL, os competidores são avaliados em quatro
categorias: Projeto de Pesquisa, Desafio do Robô, Design do Robô e Core
Values. Os grupos utilizam um aplicativo disponibilizado pela LEGO, com
uma linguagem em blocos. A construção do robô é a grande atração dos
torneios, mas não é a única prova. Além de mostrar conhecimento técnico,
domínio da tecnologia, os estudantes precisam mostrar trabalho em
equipe e compartilhar conhecimentos e habilidades.
O professor de matemática e técnico da equipe, Guilherme Guimarães
Laborão, garante que os alunos continuam em preparação até a próxima
semana para aprimorar o desempenho e o trabalho em equipe. “Se a equipe
não estiver engajada, se não tiverem todos caminhando na mesma direção, a
equipe não tem êxito. Eles precisam perceber que cada um é uma
engrenagem importante do sistema e, se uma não funciona bem, o sistema
todo fica comprometido”, pondera o técnico.
A competição
A etapa nacional do Torneio de Robótica FIRST LEGO League reunirá 100
equipes de todo o Brasil, formadas por estudantes de 9 a 16 anos. A
ideia é promover disciplinas, como ciências, engenharia e matemática,
além da sala de aula. Este ano, os competidores terão que apresentar
soluções inovadoras para melhorar, por exemplo, o aproveitamento
energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios.
O diretor de Operações do Departamento Nacional do SESI, Paulo Mol, ressalta que a elaboração dos projetos estimula a autonomia e o trabalho em equipe e contribui para a formação profissional dos alunos. “A questão do empreendedorismo é a base de todo o processo. Nesse torneio, uma das avaliações que é extremamente importante é a capacidade de empreender, de buscar coisas novas, de fazer com que o produto seja desenvolvido”, atesta.
O diretor de Operações do Departamento Nacional do SESI, Paulo Mol, ressalta que a elaboração dos projetos estimula a autonomia e o trabalho em equipe e contribui para a formação profissional dos alunos. “A questão do empreendedorismo é a base de todo o processo. Nesse torneio, uma das avaliações que é extremamente importante é a capacidade de empreender, de buscar coisas novas, de fazer com que o produto seja desenvolvido”, atesta.

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