Dos 141 municípios de Mato Grosso, mais de um terço deles são considerados com alta incidência de dengue
O
Mato Grosso registrou, neste início de 2020, uma explosão no número de
casos de dengue. Desde janeiro, já foram 15,6 mil notificações em todo o
estado, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde. O número é
quase seis vezes o registrado no mesmo período do ano passado, quando
foram registrados 2,7 mil casos. Quatro mortes por dengue já foram
confirmadas neste ano e duas ainda estão em investigação, entre elas a
de uma criança de 5 anos, que morreu no município de Sorriso, na última
terça-feira (17).
Outras doenças transmitidas pelo
mosquito Aedes aegypti também tiveram um grande crescimento: os casos de
Zika mais que dobraram, passando de 80, nas 11 primeiras semanas de
2019, para 221, em 2020. O número de casos de chikungunya neste ano
também já representam mais que o dobro do que no mesmo período do ano
passado: passou de 185 para 429. A coordenadora de Vigilância e Saúde
Ambiental da Superintendência de Saúde do Mato Grosso, Ludmila Sophia de
Souza, explica que o governo acompanha de perto os novos casos da
doença.
“Trabalhamos diretamente voltados ao
controle do mosquito, sempre assessorando, coordenando ação, capacitando
o munícipio. E o que observamos, hoje? Temos um indicador que é o LIRAa
[Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti], do
qual o município faz o levantamento na sua cidade e nos informa como
está.”
Dos 141 municípios de Mato Grosso, mais
de um terço deles são considerados com alta incidência de dengue – são
51 cidades com incidência maior do que 300 casos por 100 mil habitantes.
O maior número de casos prováveis foi registrado no município de
Cárceres, no oeste mato-grossense, onde 958 pessoas contraíram dengue em
2020, crescimento de mais de 2.400% em relação ao mesmo período do ano
passado, quando foram 37 casos na cidade.
A maior incidência é na cidade de
Planalto da Serra, na Baixada Cuiabana, que registrou 11,2 mil casos a
cada 100 mil habitantes. Isso significa que a cada 10 moradores, um teve
dengue neste ano.
Diante desse cenário, o
coordenador-geral de Vigilância em Arbovirose do Ministério da Saúde,
Rodrigo Said, pede que a população dos estados siga as orientações e
entre no enfrentamento ao Aedes aegypti.
“Mais de 80% dos criadouros do mosquito
são domiciliares. Então, a ação de controle é necessária, integrada de
atividades do poder público, tanto do Ministério da Saúde, como das
secretarias estaduais e municipais, de saúde, aliado as ações de
mobilização da população.”
E você? Já combateu o mosquito hoje? A
mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais
informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.
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