Alto Taquari já notificou mais de 3 mil casos da doença em 2020. Foram confirmadas, até agora, duas mortes nas oito cidades da região
Os
municípios da microrregião do Alto Taquari estão com alta incidência de
dengue. Em 2020, foram notificados mais de 3 mil casos da doença e
confirmadas duas mortes nas oito cidades da região. Os dados são do
Boletim Epidemiológico da Dengue, divulgado pela Secretaria Estadual de
Saúde de Mato Grosso do Sul.
São Gabriel do Oeste, terceiro maior município do estado, tem o
índice mais alto de dengue na microrregião, com 1.078 casos notificados e
uma morte, o que corresponde a 4,4 mil casos por 100 mil habitantes.
Anaurilândia tem a maior incidência de dengue no estado, com 4,54 mil
casos por 100 mil habitantes, seguido de Alcinópolis, com 4,5 mil casos
para cada grupo de 100 mil habitantes. Outra cidade da microrregião com
alto índice de dengue é Rio Verde de Mato Grosso, que teve 551 casos
notificados. A segunda morte registrada no Alto Taquari ocorreu no
município de Pedro Gomes.
Campanhas informativas realizadas pelos governos do estado e dos
municípios alertam a população para o risco das doenças transmitidas e
para a forma correta de combater o mosquito. O objetivo, agora, é dar
assistência aos municípios, explica o secretário estadual de Saúde,
Geraldo Resende.
“Estamos fazendo, por meio da secretaria, todo apoio aos municípios,
que vão ter a distribuição dos inseticidas do Ministério da Saúde, dois
lotes, além de também de plotar as secretarias municipais onde é
necessário veículos e equipamentos para fazer o chamado fumacê. Tudo o
que nós tínhamos, encaminhamos para os municípios. Agora é a hora da
assistência. Tudo o que foi possível fazer em termos de prevenção nós
fizemos, agora é saber manejar clinicamente todos os casos que apareçam,
principalmente na questão da reposição volêmica, a chamada hidratação”,
disse.
O governo local decretou estado de alerta para a dengue em todos os
municípios depois que 11 pessoas morreram em decorrência da dengue. Em
2020 já são 18 os óbitos e mais de 33 mil casos notificados.
De janeiro a março, o país teve 332.397 casos prováveis de dengue. A
região Centro-Oeste apresentou 370,5 casos/100 mil habitantes, em
seguida as regiões Sul (348,2 casos/100 mil habitantes), Sudeste (155,5
casos/100 mil habitantes), Norte (57,6 casos/100 mil habitantes) e
Nordeste (34,3 casos/100 mil habitantes).
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lembra que a população deve ficar atenta porque neste ano circula no país o sorotipo dois da doença, que ameaça até quem já contraiu outros tipos de dengue, no passado.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lembra que a população deve ficar atenta porque neste ano circula no país o sorotipo dois da doença, que ameaça até quem já contraiu outros tipos de dengue, no passado.
“Estamos com o sorotipo 2, que tem 18 anos que não circula no estado e
muita gente não tem resistência. O clima do nosso estado é muito
favorável ao Aedes aegypti. Então, a recomendação é fazer todas as ações
de prevenção – mutirão e envolver a população”, alertou.
O Ministério da Saúde alerta que a população precisa continuar, de
forma permanente, a combater o mosquito transmissor da dengue. A
recomendação é ter atenção à limpeza dos locais que possam favorecer os
criadouros do mosquito Aedes aegypti. Essa é a principal forma de
prevenção. Faça sua parte. Saiba mais em saude.gov.br/combateaedes.
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