Apenas no Distrito Federal, já foram registrados 288 casos da doença, o que representa 18% de todos os casos do DF
Os
casos de Covid-19 em presídios têm preocupado autoridades de Saúde e de
Segurança Pública de todo o país. Apenas no Distrito Federal, já foram
registrados 288 casos da doença, o que representa 18% de todos os casos
do DF, o que coloca a unidade federativa com o maior número de registros
do novo coronavírus entre os detentos. A presença do novo coronavírus
entre os encarcerados fez que as visitas aos presídios de todo o país
fossem suspensas.
No dia 17 de março, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) emitiu uma
recomendação para tribunais e magistrados em relação ao novo coronavírus
no sistema prisional e no sistema socioeducativo. Entre outras coisas, o
CNJ sugeriu, por exemplo, que audiências de custódia sejam suspensas
por 90 dias e que prisões em flagrante sejam reavaliadas, sobretudo
entre os grupos de risco.
O professor universitário Riccardo Cappi, que integra o grupo
Infovírus, observatório que monitora os casos da Covid-19 no sistema
penitenciário brasileiro, ressalta a importância de que as secretarias
penitenciárias de todo o Brasil revejam as prisões de pessoas que
integram o grupo de risco do novo coronavírus.
“Para todas essas pessoas há uma indicação no sentido de elas
serem afastadas do cárcere. Mas é preciso que o Poder Judiciário
responda a essa indicação do CNJ, que se engaje, se manifeste e opere no
sentido do desencarceramento", diz o pesquisador.
Antônio Carlos Tavares , juiz auxiliar da presidência do CNJ, explica
que a recomendação do órgão não obriga qualquer autoridade pública a
adotar as diretrizes do documento.
“Nós devemos ressaltar o seguinte: essa recomendação serve para
nortear os magistrados quanto às decisões pertinentes do sistema de
execução e do sistema socioeducativo. Não é a recomendação por si só ou
uma decisão genérica que será severamente replicada por juízes Brasil
afora", afirma o magistrado
Mortes
Apesar do alto número de casos, o DF ainda não registrou óbitos da
Covid-19 entre a população carcerária. Situação diferente da presenciada
em São Paulo e Rio de Janeiro, em que o novo coronavírus já resultou na
morte de quatro detentos.
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