Já foram notificados quase 2 mil casos da doença e confirmada uma morte nos 16 municípios da região
Os
municípios da microrregião de Iguatemi estão com alta incidência de
dengue. Até 19 de fevereiro, foram notificados quase 2 mil casos da
doença e confirmada uma morte nos 16 municípios da região. Os dados são
do Boletim Epidemiológico da Dengue, divulgado pela Secretaria Estadual
de Saúde.
Jateí é a cidade da microrregião que tem
a maior taxa de incidência de dengue, com 79 casos notificados. A taxa
de incidência é de 1.950 casos por 100 mil habitantes. Em seguida,
Deodápolis aparece com a segunda maior taxa de incidência da doença na
região, com 217 casos suspeitos e incidência de 1,7 mil casos por 100
mil habitantes. Sete Quedas é outra cidade da microrregião com alta
incidência de dengue, com 183 casos notificados e quase 1,7 mil casos
para cada grupo de 100 mil habitantes e uma morte.
Campanhas informativas realizadas pelos
governos do Estado e dos municípios estão alertando e orientando a
população para o risco das doenças transmitidas e para forma correta de
combater o mosquito, como explica o Secretário Estadual de Saúde,
Geraldo Resende.
“Distribuímos vários informativos, ou
seja, tudo que é de impresso, necessário para orientar a população, nós
fizemos. Ao lado de colocar e de convocar prefeitos e secretários
municipais, a fazer os chamados mutirões de limpeza, verificando, em
cada logradouro, de cada cidade do estado, onde há proliferação do
mosquito.”
O governo local decretou estado de
alerta em todos os municípios em decorrência dos novos casos de dengue.
Até o momento, 12 pessoas morreram em decorrência da doença. Cerca de
16 mil casos foram notificados desde o início do ano, dos quais mais de
4,3 mil foram confirmados.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique
Mandetta, anunciou apoio do governo federal ao enfrentamento da dengue
no estado, com a entrega de 80 equipamentos, como desfibriladores e
monitores de sinais vitais, para compor a Rede de Atenção Especializada,
em 42 municípios sul-mato-grossenses.
Além disso, Mandetta anunciou que Campo
Grande passa a ser participante da estratégia conhecida como método
Wolbachia. A técnica, que consiste em contaminar o Aedes com a bactéria que inibe a reprodução do vírus, já está em prática nas cidades de Belo Horizonte e Petrolina.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique
Mandetta, lembra que a dengue está ainda mais perigosa porque circula no
país o sorotipo 2 da doença, que ameaça até quem já contraiu outros
tipos de dengue.
“Estamos com o sorotipo 2, que tem 18
anos que não circula no estado e muita gente não tem resistência. O
clima do nosso estado é muito favorável ao Aedes aegypti. Então, a recomendação é fazer todas as ações de prevenção – mutirão e envolver a população”.
Em janeiro, o Ministério da Saúde
indicou que outros 12 estados brasileiros correm o risco de enfrentar
surto de dengue. Além da região Nordeste, a população do Rio de Janeiro,
do Espírito Santo e de São Paulo deve redobrar os cuidados. Apenas em
2019, a dengue foi responsável pela morte de 782 pessoas no Brasil.
Por isso, a luta contra o Aedes não
pode parar. E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa
dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse
saude.gov.br/combateaedes. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria
Amada Brasil.
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