O relator do texto, deputado Christino Aureo, defende que proposta é “oportuna”, porque país passa por um momento de retomada da economia
A
comissão mista que analisa, no Congresso Nacional, a Medida Provisória
905/19 do chamado Contrato Verde e Amarelo, deve se reunir nesta
quarta-feira (4), para discutir e votar o relatório do deputado federal
Christino Aureo (PP-RJ). Entre outros pontos, o texto, que já está em
vigor desde o ano passado, prevê o incentivo de contratações a partir da
redução de contribuições pagas pelo empregador, caso do Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS.
Confiante de que a proposta será aprovada, Aureo acredita que a MP é
“oportuna”, porque Brasil passa por um momento de retomada da economia,
em que os empregadores têm confiança para investir em seus negócios e,
com isso, contratar mais.
“Diante de uma perspectiva de crescimento do PIB prevista para este
ano e para os próximos, é muito positivo que tenhamos um instrumento que
permita desonerar a folha de pagamento, fazendo alguns ajustes na
legislação trabalhista. Isso torna o ambiente de negócios mais atraente
para o empregador, que abrirá espaço para quem está precisando de uma
oportunidade”, defende o parlamentar.
No último dia 19, Aureo incluiu em seu relatório uma nova modalidade
de contratação: a de pessoas com idade acima de 55 anos, sem vínculo
formal de trabalho nos últimos 12 meses. Até então, a proposta
beneficiava apenas jovens com idades entre 18 e 29 anos.Com o Contrato
Verde e Amarelo, os vínculos de trabalho terão duração de até dois anos e
a remuneração máxima não pode passar de um salário mínimo e meio, o
equivalente a R$ 1.567,50.
Até o momento, texto recebeu 1,9 mil emendas parlamentares. Desse
total, segundo o relator, foram acatadas aproximadamente 500 sugestões.
Para Aureo, o relatório está “consolidado e não deve sofrer grandes
alterações”. “Essas emendas estão sendo agrupadas por temas. Muitas se
referem ao mesmo assunto [à modalidade de contratação]”, completa o
deputado.
Regras de contratação
O Contrato Verde e Amarelo, previsto na MP 905/2019, foi criado para
promover o primeiro emprego com carteira assinada para jovens de 18 a 29
anos. Para estimular essa modalidade, as empresas poderão destinar até
20% das vagas para novas contratações e, as firmas com até 10
empregados, ficam autorizadas a contratar dois trabalhadores pelo
programa.
Segundo o relatório de Aureo, o empregador poderá firmar contrato por
até dois anos com o empregado e a regra vale para qualquer tipo de
atividade profissional, inclusive em substituição transitória de vaga
permanente. A jornada de trabalho poderá ser acrescida de, no máximo,
duas horas extras, com valor superior a 50% ao período normal. Todos os
direitos trabalhistas previstos na Constituição, como 13º salário e
férias remuneradas, são assegurados aos empregados contratados pelo
programa.
A expectativa do Planalto é que, ao reduzir a burocracia na
contratação e simplificar a regulação trabalhista, sejam criados 1,8
milhão de vagas até o fim de 2022 em todo o país.
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