Equipe do SESI de Vitória foi uma das 100 selecionadas na FLL ao criar projeto que utiliza método para identificar e reduzir vazamentos em vasos sanitários
Alunos
do SESI de Vitória (ES) disputarão, a partir de sexta-feira (6), a
etapa nacional do Torneio de Robótica FIRST LEGO League (FLL), em São
Paulo. O time “Legos Vorazes” conquistou a primeira posição em Design
Mecânico e ficou com o quarto lugar geral na seletiva regional ao criar
um dispositivo que colore a água de vasos sanitários com vazamento.
A ideia surgiu após os estudantes descobrirem que o maior desperdício
de água nas cidades vem de sanitários desregulados. Após meses de
investigação, os alunos acharam o problema: a boia que regula o fluxo de
água, localizada dentro da caixa acoplada ao vaso sanitário, cria um
defeito por conta do uso constante. Isso faz com que o nível da água
suba, escorra no vaso e seja difícil observar. Como solução, a peça
criada pelos alunos será encaixada na ponta do tubo e terá um pó
colorante. Quando a água passar pelo canal, cairá no vaso colorida,
indicando o vazamento.
Segundo a integrante da equipe Luísa Coutinho, de 13 anos, a pesquisa
e o desenvolvimento do projeto trazem experiência que será “importante”
em um futuro próximo para ela e os colegas. “Eu penso em fazer
faculdade, mas ainda não escolhi direitinho. Estou bastante em dúvida em
relação a isso. Eu tava pesquisando sobre faculdade e eu achei um
curso: arquitetura e urbanismo. Urbanismo tem a ver com cidades
inteligentes, que é o tema dessa temporada. Eu fiquei bastante
interessada”, conta Luísa.
Para o professor de matemática e robótica e técnico da equipe, Thiago
Ferreira da Silva, o torneio é importante para que os competidores
estejam preparados para o mercado de trabalho. “Desenvolve muitas
coisas, desde a questão de aprender processos de pesquisa, de forma
autônoma, até trabalhar relacionamento interpessoal, em grupo. São
muitos benefícios quando o aluno participa desse tipo de evento”,
defende.
A competição
A etapa nacional do Torneio de Robótica FIRST LEGO League reunirá 100
equipes de todo o Brasil, formadas por estudantes de 9 a 16 anos. A
ideia é promover disciplinas, como ciências, engenharia e matemática,
além da sala de aula. Este ano, os competidores terão que apresentar
soluções inovadoras para melhorar, por exemplo, o aproveitamento
energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios.O diretor de Operações do Departamento Nacional do SESI, Paulo Mol, ressalta que a elaboração dos projetos estimula a autonomia e o trabalho em equipe e contribui para a formação profissional dos alunos. “A questão do empreendedorismo é a base de todo o processo. Nesse torneio, uma das avaliações que é extremamente importante é a capacidade de empreender, de buscar coisas novas, de fazer com que o produto seja desenvolvido”, atesta.

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