De acordo com o Ministério da Economia, medidas contra o coronavírus devem pressionar o teto de gastos neste ano
A
crise do novo coronavírus deve deixar um rombo de R$ 540,5 bilhões nas
contas públicas neste ano. A estimativa divulgada no Relatório de
Avaliação Bimestral de Receitas e Despesas do Ministério da Economia
representa o maior déficit primário da história do Brasil. Na estimativa
anterior, a projeção era de déficit de R$ 161,6 bilhões.
A estimativa de receita total caiu de R$
1,611 trilhão para R$ 1,477 trilhão. Enquanto isso, a estimativa de
despesas subiu de $ 1,485 trilhão para R$ 1,753 trilhão.
De acordo com o relatório, 19 medidas
provisórias destinaram R$ 269,2 bilhões em créditos extraordinários para
o combate ao coronavírus. Também devido ao estado de calamidade
pública, o governo fica desobrigado a cumprir a meta fiscal neste ano,
que era de déficit primário de R$ 124,1 bilhões.
Por outro lado, a previsão é que o teto
de gastos, que ainda está mantido, será extrapolado. O limite para este
ano é de R$ 1,454 trilhão, mas a estimativa é que os gastos ultrapassem
esse valor em aproximadamente R$ 2 bilhões.

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