Um
dos maiores desafios no combate aos vírus do HIV, da Sífilis e das
Hepatites é a falta de conhecimento sobre as Infecções Sexualmente
Transmissíveis, as ISTs. O medo faz com que a busca por testes e
tratamentos se tornem tabu.
Segundo estimativas do Ministério da Saúde, o Brasil terminou 2018,
ano do último levantamento da pasta, com aproximadamente 900 mil pessoas
com o vírus HIV, mas com 766 mil diagnosticadas. O que indica a
presença de 135 mil pessoas que não sabem que têm a infecção, e que
aumentam o risco de contaminação.
O risco de não fazer a testagem é triplo, porque a pessoa que não
sabe tem maior chance de transmitir, de se contaminar com outras ISTs, e
de chegar a um estado grave da infecção, a Aids.
No mesmo levantamento do Ministério, a estimativa é que 544 mil
pessoas com o HIV já não transmitem mais devido ao tratamento. Isso
porque, uma vez que a pessoa é diagnosticada, com apenas seis meses de
acompanhamento já entra em um estágio em que o vírus não é mais
detectável. Ou seja, também não é mais transmissível.
E o HIV é apenas uma das três ISTs com níveis altos de incidência no
Brasil. Assim como ele, a Sífilis e as Hepatites virais também possuem
testes rápidos de infecção disponibilizados em todo o País por meio do
Sistema Único de Saúde, o SUS e podem ser feitos de forma anônima.
Gerson Fernando Pereira, diretor do departamento de Doenças de
Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério
da Saúde explica as prioridades da prevenção.
“Trabalhar a percepção da importância da prevenção. Testagem e
tratamento. Porque a testagem também é uma medida de prevenção. Na
medida em que eu me testo e início o tratamento, eu estou prevenindo
novas infecções. Sendo positivo e com o tratamento adequado, o vírus
fica indetectável e a pessoa não desenvolve a doença e também, como uma
medida de prevenção na medida em que a gente diminui carga viral
circulante na população.”
Os testes rápidos podem ser feitos com coleta de gota de sangue ou
com saliva e dão o resultado em até 30 minutos. Eles são fornecidos em
unidades básicas de saúde ou nos Centros de Testagem e Aconselhamento.
Os testes rápidos podem ser feitos com coleta de gota de sangue ou
com saliva e dão o resultado em até 30 minutos. Eles são fornecidos em
unidades básicas de saúde ou nos Centros de Testagem e Aconselhamento.
Todos os testes possuem uma janela diagnóstica entre o momento em que
a pessoa foi infectada e a detecção nos marcadores. Por isso, mesmo que
o teste dê resultado negativo, é indicado esperar mais 30 dias para
refazer.
Sem camisinha, você assume o risco. Use camisinha e se proteja de
todas as ISTs, como HIV e Hepatites. Para mais informações, acesse:
saude.gov.br/ist.
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